Título Original: Reawakening

Série: Deuses do Egito (Livro #1)

Autor(a): Colleen Houck

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 384

Ano: 2015



O Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, o MoMA, não está no Top 10: Lugares Para Garotas Adolescentes Passarem o seu Tempo Livre, mas isso não é problema para Lilliana Young. Os pais da garota lhe dão permissão para que ela explore a cidade e visite os locais que desejar, desde que permaneça na linha, o que, para eles, significa comparecer à festas da alta sociedade, apenas tirar notas máximas no colégio, fazer amizade com as filhas de outras pessoas importantes e, sob nenhuma circunstância, constranger-se em público.

Não são exatamente os melhores requisitos para sair de casa possíveis, mas Lily é feliz com a liberdade condicionada que tem. Ou, ao menos, tão feliz quanto poderia ser, já que, ao que parece, seus pais também irão ditar para que faculdade ela deverá ir. Ambos são ricos e bem-sucedidos, e esperam que a filha, sempre obediente, vá pelo mesmo caminho sem pestanejar. Ela, entretanto, não se sente muito animada com essa ideia, justamente o motivo pelo qual foi ao MoMA, um de seus locais preferidos em toda Nova Iorque.

Enquanto Lily caminha pelas exposições, observando e, ocasionalmente, desenhando as pessoas que acha mais interessantes, ela não consegue parar de pensar em como vai fazer seus pais aceitarem a faculdade de sua escolha. Com a intenção de tornar a tarefa mais fácil, Lily pede a um guarda, antigo conhecido seu, se não há uma sala no museu que esteja, atualmente, desocupada, onde ela possa "terminar um trabalho de escola". O homem, então, dá a ela permissão para usar a ala egípcia do local, que está em reforma, contudo orienta que a garota não deve ser vista por outros visitantes.

Já na seção egípcia do MoMA, Lilliana continua tentando achar uma solução para o seu problema, mas barulhos acabam distraindo-na. Ela pensa que devem ser apenas ratos e procura por algum sinal desses roedores na sala, porém não encontra nada. Contudo, durante a sua busca pela origem do som, a garota acaba esbarrando em um sarcófago, que, para sua surpresa, está aberto. Lily acredita que os funcionários do museu devem ter movido a tampa com o fim de limpá-lo ou algo do gênero, e já está voltando para onde havia deixado a sua mochila quando alguém agarra o seu braço.

Surpresa por não ser a única pessoa na sala, ela grita e sai correndo, pronta para usar o spray de pimenta que estava em sua bolsa, se necessário. Porém, logo Lily vê que é apenas um garoto, alguns anos mais velho do que ela, parecendo perdido e vestindo menos peças de roupa do que seria recomendável em público. Após superarem as dificuldades de comunicação entre eles, Lilliana descobre que o nome do homem é Amon, e deduz que ele é um indigente, provavelmente sofrendo de algum distúrbio, pois não para de falar em encontrar os seus "vasos da morte" e acordar seus irmãos. Ela fica com pena do rapaz e decide ajudá-lo, mas logo descobrirá que ele não é tão maluco quanto aparenta... nem sequer do mesmo século que Lily.


Um príncipe que está vivo há vários séculos, mas, mesmo atualmente, tem carinha de 20 anos? Check. Esse príncipe é um príncipe mesmo, tanto literal quanto figurativamente. Mais cavalheiro, impossível? Check. E ele tem irmãos, que também são uma gracinha? Check. Todos os irmãos têm a capacidade de se transformarem em animais? Check. E o fato de eles ainda estarem vivos nessa época tem algo a ver com seres mitológicos, como deuses antigos? Check. Um velhinho para ajudar na jornada? Check. Parece A Maldição do Tigre, mas, na verdade, é o primeiro volume de uma outra série da Colleen Houck.

Não vou negar que, se lerem O Despertar do Príncipe, verão várias semelhanças com A Saga do Tigre, como as que citei acima, porém são, inegavelmente, histórias distintas. E uma das principais diferenças é a mocinha. Kelsey, me perdoe, mas, por mais que eu adore você, é inegável que a Lily é um pouco mais independente e não tão indecisa, apesar dos obstáculos - nesse caso, os pais dela. Entretanto, assim como Lily é mais autônoma, ela também me pareceu mais inconsequente. Enquanto Kelsey voa para a Índia, e se preocupa com a saúde de um tigre, Lily pega um avião para o Egito com a intenção de ajudar um cara que ela mal conhece, basicamente, porque ele pediu.

O que quero dizer é que achei O Despertar do Príncipe menos crível do que A Maldição do Tigre, mas, após o início levemente conturbado, a história toma um rumo muito legal. Toda a mitologia citada durante a história é demais, mesmo que por vezes ela seja explicada tintim por tintim, ou seja, de um jeito não tão imersivo quanto poderia ser. A jornada de Lily e Amon, a busca pelos irmãos do rapaz, é o que realmente rouba a cena durante o livro: as armadilhas, brigas e vilões. Digo isso porque o romance, apesar das inúmeras tentativas da protagonista, não é o foco do livro. A Colleen, propositalmente, acredito, escolheu deixar esse tema para o final, portanto, acho que o próximo volume será bem mais açucarado.

Vou ser sincera: esperava mais de O Despertar, mas acredito que a continuação irá compensar. Os personagens principais e secundários já são muito legais, agora só precisamos de um cenário um pouco mais consistente, uma história mais frenética, e creio que é isso mesmo que veremos. A diagramação e a capa, entretanto, estão absolutamente perfeitas. O livro é dividido em três partes, e até mesmo essas divisões ficaram bonitas, mesmo que simples. P.S.: eu já falei como eu amo essas capas metalizadas da Arqueiro

6 Comentários

  1. Oi Re!! Tudo bem?
    Eu não tive uma experiência muito boa com "A Maldição do Tigre" e, diferente de você, achei a Kelsey inconsequente sim, rs. Ela também não conhecia ninguém, apesar de ter sido movida pela vontade de ajudar o tigre. Mas, vai que fosse tudo uma armadilha? Não consigo acreditar que isso aconteceria realmente, pelo menos eu acho que eu não cairia nessa conversa rsrs.
    Enfim, esse livro parece lembrar muito a outra saga da autora. Não sei se lerei. Por outro lado, que edição é essa? Fiquei apaixonada pela linda capa!
    Beijos amiga e parabéns pela resenha!

    versosenotas.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Bá! Tudo sim ^-^
      Hahaha, pois é né, mas achei ainda mais "seguro", digamos, do que a Lily, rs. Pois é, ele lembra sim, então pode-se dizer, mais ou menos, que quem gostou de A Maldição também irá gostar de O Despertar. É linda mesmo!
      Beijão, e obrigada amiga!

      Excluir
  2. Amiga como assim a história não é crível!!??? Você tem que levar em consideração que a Lily não faz o que faz no início da história porque simplesmente divide fazer, ela é compelida a fazer isso (como os vampiros fazem com suas vítimas). Eu simplesmente amei esse livro é estou ansiosa pelos outros.
    Também gostei da forma como a mitologia é apresentada, a autora detalha porque nem todos têm conhecimento sobre ela. E mesmo os que conhecem algo, adoram relembrar, meu caso. Ao ler senti como se estivesse vendo um filme ao estilo indiana Jones!!! Mais uma vez discordo de você, eu achei essa narrativa - ações da história frenéticas.
    Mas enfim cada pessoa tem seu gosto. Uma pena temos discordado tanto dessa vez. Eu amei o livro e você não.
    Mas foi ótimo saber suas impressões.
    Beijos e vamos juntas torcer para o segundo livro ser lançado logo.

    Leituras, vida e paixões!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não é que não é crível, mas achei que tudo tinha uma explicação fácil demais, e que a Lily estava aceitando aquilo tudo bem demais, sabe? Não acho que ela é exatamente compelida como os vampiros, algo similar, menos do "mal", rs, mas foi uma boa comparação!
      Eu gostei da narrativa também amiga, e concordo que tem cenas de ação, mas não foram o suficiente para me deixar eletrizada :(
      Não amei, mas ainda assim, gostei muito. Acho que não tem como desgostar de um livro da Colleen. Eu só esperava mais justamente por isso, por ser a Colleen.
      Beijão, vamos sim!

      Excluir
  3. Oi, Rê!
    Eu gostei muito de O Despertar do Príncipe, menina! Estava com um pouco de receio de a história ser praticamente uma réplica de A Maldição do Tigre, mas como você disse, elas são diferentes - apesar de ter alguns pontos em comum :)
    Em se falando de protagonistas, também prefiro a Lily, por conta do seu jeito mais decidido.
    Beijos!

    http://sobrecontarhistorias.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Fê!
      Pois é, exatamente isso: diferentes, com vários pontos em comum! Haha, pois é, eu adoro a Kelsey, mas pelo menos a Lily é mais segura, sabe o que quer e o que deve ou não fazer.
      Beijo!

      Excluir

Comentem, vou adorar saber o que acham do post e do blog! Sugestões são sempre bem-vindas, assim como você c: